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Tesouro Selic: como funciona, quanto rende e quais são os custos

Entenda o que é o Tesouro Selic, como o imposto de renda e a taxa de custódia são cobrados e quais riscos existem antes de investir seu dinheiro.

Cédula de 20 reais do Banco Central do Brasil, com a ilustração do mico-leão-dourado
Foto: Oleg Yunakov/Wikimedia Commons (CC BY-SA)
Neste artigo

O Tesouro Selic é um título público federal que rende conforme a taxa básica de juros da economia, a Selic. Quem compra empresta dinheiro ao governo e recebe de volta o valor aplicado mais os juros, com desconto de imposto de renda. Por ter essa ligação direta com a Selic, ele costuma ser o primeiro título que as pessoas conhecem ao começar a investir.

Segundo a B3, que opera o sistema do Tesouro Direto, é um título “com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia”. Na prática, quando a Selic sobe, o rendimento acompanha; quando cai, também cai. O que você paga pelo caminho são o imposto de renda e, dependendo do valor, a taxa de custódia.

Como o Tesouro Selic funciona

Ao comprar, você aplica um valor e a posição passa a render todos os dias úteis. O resgate do principal e dos juros acontece no vencimento do título, mas é possível vender antes. Alguns pontos que valem conhecer:

  • Valor mínimo: a B3 informa que o valor aplicado precisa respeitar o mínimo de R$ 30,00 por compra.
  • Emissor: o Tesouro Nacional, ou seja, o governo federal. É por isso que ele é classificado como renda fixa de baixo risco de crédito.
  • Onde comprar: pelo site do Tesouro Direto ou por bancos e corretoras habilitados, onde você precisa ter conta ou cadastro.

Imposto de renda: a tabela regressiva

O imposto incide só sobre o rendimento, não sobre o valor que você colocou. É cobrado na fonte, no resgate, e a alíquota cai quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado. Conforme a B3:

Tempo de aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Exemplo ilustrativo: se uma aplicação teve R$ 400 de rendimento bruto em dois anos e meio, a alíquota é de 15% e o imposto é de R$ 60, restando R$ 340 de rendimento líquido. Os valores são hipotéticos, só para mostrar a conta.

Há ainda o IOF, que incide apenas em resgates feitos em menos de 30 dias, com alíquota regressiva que chega a zero no 30º dia. Quem fica mais de um mês não paga.

Taxa de custódia: quando se paga

A B3 cobra uma taxa de custódia de 0,20% ao ano sobre o valor dos títulos pela guarda deles. No Tesouro Selic existe uma regra que ajuda quem está começando: não há cobrança de taxa de custódia para valores até R$ 10.000,00 por CPF. Acima disso, a taxa incide apenas sobre o que exceder esse limite. A isenção vale desde 1º de agosto de 2020, segundo a B3.

Alguns detalhes do funcionamento, conforme a tabela de tarifas da B3:

  • a taxa é calculada sobre o valor dos títulos e provisionada diariamente na sua posição;
  • o valor acumulado é descontado na venda antecipada, no vencimento ou no pagamento de juros;
  • se você tem contas em mais de uma instituição, os valores em custódia são somados pelo CPF para calcular a isenção.

Exemplo ilustrativo: com R$ 15.000 em Tesouro Selic durante um ano, a parte que excede a isenção é de R$ 5.000. A taxa de 0,20% ao ano sobre esse valor dá cerca de R$ 10 no período. Além disso, algumas instituições cobram taxa própria, então vale conferir as condições da sua corretora ou banco.

Riscos e limitações

Tesouro Selic é considerado de baixo risco, mas não é isento de pontos de atenção:

  1. Venda antes do vencimento: o preço de venda acompanha o mercado naquele dia. Em títulos atrelados à Selic a oscilação costuma ser pequena, mas pode haver perda se a venda ocorrer no curto prazo.
  2. Imposto e custos reduzem o ganho: o rendimento que importa é o líquido, depois do IR, da custódia e de eventuais taxas da corretora.
  3. Rendimento não é fixo: ele depende da Selic, e não há garantia de que será maior do que o de outras aplicações.
  4. Concentração: nenhum investimento deve ser avaliado isoladamente. Considere seu prazo, seus objetivos e sua situação financeira.

Para quem ele costuma ser considerado

Por ter liquidez e rentabilidade ligada à Selic, o título é frequentemente citado em materiais educativos para reserva de emergência e para objetivos de curto prazo. Isso é uma explicação do produto, não recomendação: a escolha depende do seu perfil, dos seus prazos e dos custos de cada instituição. Se tiver dúvida, converse com um profissional de planejamento financeiro certificado.

Para o dia a dia, quem está organizando as finanças também pode se interessar por entender o limite do Pix, útil para movimentar o dinheiro entre contas com segurança.

Resumo

  • O Tesouro Selic rende conforme a Selic e é emitido pelo governo federal.
  • A compra começa em R$ 30,00, segundo a B3.
  • O IR segue a tabela regressiva, de 22,5% a 15%, e o IOF só vale para resgates em menos de 30 dias.
  • A taxa de custódia de 0,20% ao ano não é cobrada até R$ 10.000,00 por CPF.
  • Vender antes do vencimento pode gerar perda; confira também as taxas da sua corretora.

Fontes consultadas

  1. B3: Tesouro Direto, perguntas frequentes
  2. B3: Tarifas de Tesouro Direto
#tesouro selic#tesouro direto#renda fixa#investimentos para iniciantes
Produzido por

Redação InovaTech

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