Gemini 4 Argon chega ao app e à busca do Google; veja quem tem
O Google liberou o Gemini 4 Argon para assinantes Pro e Ultra no app e no Modo IA da busca. Veja o que muda, o preço da API e o que ainda não foi confirmado.
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O Google começou a liberar o Gemini 4 Argon, seu modelo de inteligência artificial mais recente, para mais usuários nesta terça-feira (13). Quem assina os planos Google AI Pro ou Google AI Ultra já pode usá-lo no aplicativo Gemini e no Modo IA da busca. No Google Antigravity, a plataforma de programação com agentes, o acesso exige o plano Ultra.
Segundo o Google, o Argon foi pensado para tarefas complexas e de várias etapas, como programação, finanças, direito, segurança digital e ciência. Usuários do plano gratuito não aparecem na lista de quem recebe o modelo agora, e o Olhar Digital destaca que ainda não há confirmação para eles.
Quem pode usar o Gemini 4 Argon
De acordo com o anúncio oficial, a disponibilidade é global e varia conforme o público:
| Onde | Quem tem acesso |
|---|---|
| Aplicativo Gemini | Assinantes Google AI Pro e Ultra |
| Modo IA da busca do Google | Assinantes Google AI Pro e Ultra |
| Google Antigravity | Assinantes Google AI Ultra |
| API (AI Studio e plataforma Gemini) | Desenvolvedores e empresas |
Antes dessa liberação, segundo o Olhar Digital, o acesso inicial no app estava restrito ao plano Ultra. A lista de modelos para assinantes Pro e Ultra agora inclui o 3.5 Flash-Lite, o 3.8 Flash, o 3.1 Pro e o 4 Argon.
O que muda no app e na busca
O Google afirma que o Argon responde de forma mais direta, com menos rodeios, evita repetições desnecessárias e dispensa clichês. Em tarefas mais longas, ele compartilha o andamento com mais frequência, para o usuário saber o que está acontecendo.
O aplicativo também ganhou mudanças de interface:
- Alternância entre chat e tarefas: um botão na janela principal permite trocar da conversa para o modo de tarefas, em que o Gemini pode trabalhar mesmo quando você não está no computador. A opção antes chamada Spark passa a ter botão próprio, segundo o Olhar Digital.
- Antigravity no Mac: o app do Gemini para macOS passa a oferecer a interface de programação com agentes do Antigravity, para alternar entre conversar e programar.
- Conexão com apps: o Gemini se conecta a mais de 40 aplicativos, como Instacart, OpenTable, Adobe e Shopify, para tarefas como pedir mercado, reservar mesa ou montar um negócio, conforme o Google. Parte desses serviços pode não estar disponível no Brasil.
Se você quer entender melhor a tendência de assistentes que executam tarefas por conta própria, vale ler agentes de IA para pequenas empresas, que mostra o que já funciona e o que ainda não.
Preço na API e exemplos citados pelo Google
Para desenvolvedores e empresas, o Google informa um preço introdutório de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens de entrada em cache têm desconto de 95%. A empresa não diz até quando o valor introdutório vale, e é prudente tratá-lo como temporário.
O Google também divulgou casos de uso interno. São números da própria empresa, ainda sem verificação independente:
- Na equipe do Chrome, o modelo ajudou a separar o tratamento central de páginas de uma pasta legada de cerca de 6 milhões de linhas, dentro do código do Chromium, que soma 40 milhões. O trabalho, que levaria meses, foi concluído em semanas, segundo o Google.
- Em testes com o modelo aberto Gemma 4 E2B, o Google relata ganho de 2,85 vezes na velocidade de inferência, de cerca de 37.900 para mais de 108.000 tokens por segundo, sem queda de qualidade.
- Nas equipes de engenharia, o uso do Argon no Antigravity elevou em mais de 35% o envio de código por agentes e reduziu em quase um terço as reversões, afirma a empresa.
O Google diz ainda que o Argon ficou em primeiro lugar no Vals Index, que mede o desempenho em áreas como finanças, programação, direito e impostos. Como é um resultado divulgado pela própria fabricante, vale esperar testes independentes antes de tratá-lo como definitivo.
O que ainda não se sabe
Faltam, até o momento, a data de chegada ao plano gratuito (se houver) e o impacto real do modelo no dia a dia fora dos exemplos escolhidos pela empresa. Para quem usa IA no trabalho, a recomendação é testar o Argon nas próprias tarefas antes de mudar fluxos importantes. Para acompanhar o que mudou na disputa entre os grandes modelos, veja também o setembro da IA, com GPT-6, Claude Fable 5.1 e Gemini 3.8.
Fontes consultadas