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Como escolher geladeira: consumo, etiqueta e tamanho

Veja como escolher uma geladeira que gasta menos energia: como ler a etiqueta do Inmetro, comparar o consumo em kWh/mês, capacidade, degelo e inverter.

Porta de geladeira de aço inox escovado com o logotipo da fabricante
Foto: Tony Webster/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste artigo

Para escolher uma geladeira que pese menos na conta de luz, compare o consumo mensal em kWh que aparece na Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do Inmetro, entre modelos de tamanho e tipo parecidos, e não apenas a letra da classe. A geladeira fica ligada 24 horas por dia, por muitos anos, então uma diferença pequena por mês vira dinheiro no fim da vida útil do aparelho.

Neste guia você vê como ler a etiqueta (que está em transição), que outras características mudam o gasto e como decidir o tamanho certo para a sua casa.

Como ler a etiqueta de eficiência energética

A ENCE é o selo colado nas geladeiras, freezers e outros eletrodomésticos que permite comparar o consumo de energia antes da compra. Segundo o Idec, a etiqueta de refrigeradores traz:

  • se o aparelho funciona em 110 V ou 220 V;
  • o tipo (refrigerador, congelador ou combinado), a marca e o modelo;
  • o tipo de degelo: manual, semiautomático ou automático (frost free);
  • a classe de eficiência energética;
  • o consumo de energia em kWh/mês;
  • o volume dos compartimentos, em litros;
  • a temperatura mais baixa que o congelador alcança;
  • o número de registro do equipamento no Inmetro.

A escala está mudando: cuidado ao comparar letras

Os refrigeradores passam por uma transição de etiquetas. O Idec explica que, desde 2022, convive no mercado um modelo novo, com as subclasses A+, A++ e A+++, que indicam produtos que gastam, respectivamente, 10%, 20% e 30% menos energia do que a classe A antiga. Já uma reportagem do Olhar Digital, de julho de 2026, informa que, desde 1º de janeiro de 2026, a etiqueta passou a ter apenas as faixas A, B e C (Portarias do Inmetro nº 332/2021 e nº 736/2024), e que o comércio pode vender até 31 de dezembro o estoque com a identificação antiga.

Na prática, você ainda pode encontrar nas lojas geladeiras com os dois tipos de etiqueta. O próprio Idec alerta que comparar aparelhos com escalas diferentes olhando só a letra pode levar à compra de um modelo que custa mais para funcionar. A recomendação é comparar o consumo em kWh/mês: quanto menor, menos energia o aparelho gasta.

Quanto a geladeira gasta na conta de luz

O consumo da etiqueta é uma estimativa em kWh por mês. Para saber quanto isso custa, multiplique pelo valor do kWh da sua conta de luz (que varia por distribuidora e bandeira tarifária). Exemplo ilustrativo, com números fictícios apenas para mostrar a conta: se um modelo consome 40 kWh/mês e outro 55 kWh/mês, a diferença é de 15 kWh por mês. Com a tarifa da sua distribuidora, você descobre quanto isso soma em um ano e compara com a diferença de preço entre os dois aparelhos.

Segundo o Correio Braziliense, em matéria sobre orientações do Inmetro, esse cálculo ajuda a ver que um modelo mais caro na loja pode compensar com economia recorrente na conta de luz ao longo dos anos de uso.

O que mais pesa na escolha

Capacidade e número de moradores

Escolher um aparelho maior do que o necessário significa pagar mais caro e gastar mais energia para refrigerar espaço vazio. Já um aparelho pequeno demais leva a portas abertas por mais tempo e a prateleiras lotadas, o que atrapalha a circulação de ar. O volume em litros está na etiqueta e na ficha técnica do fabricante; use-o para comparar modelos e leve em conta quantas pessoas moram na casa e com que frequência você faz compras.

Degelo: frost free ou manual

O tipo de degelo está na etiqueta. O modelo frost free (degelo automático) dispensa a limpeza do gelo acumulado; os modelos de degelo manual exigem que você desligue e limpe o aparelho de tempos em tempos. Confira sempre, na etiqueta, o consumo de cada modelo, em vez de presumir que um tipo gasta mais ou menos que o outro.

Compressor inverter

O Correio Braziliense cita o compressor inverter, o melhor isolamento térmico e projetos de refrigeração otimizados como recursos que tendem a tornar a operação mais estável e com menor demanda de energia. Percentuais de economia divulgados por fabricantes ou lojas variam e dependem do modelo; por isso, a comparação mais confiável continua sendo o consumo em kWh/mês de cada geladeira.

Tensão: 110 V ou 220 V

Confirme a tensão da sua tomada antes de comprar. Esse dado aparece na etiqueta, e ligar o aparelho na tensão errada pode danificá-lo. Há modelos bivolt, mas confira na ficha técnica do fabricante.

Onde instalar: o local também altera o gasto

Mesmo uma geladeira eficiente gasta mais se for mal instalada. Segundo orientações do Inmetro reproduzidas pelo Correio Braziliense, o aparelho não deve ser encostado na parede nem encaixado em vãos estreitos, porque a circulação de ar na parte traseira ajuda a dissipar o calor. Evite também colocá-la ao lado do fogão ou sob luz solar direta e abrir a porta o mínimo possível.

Checklist rápido para comparar modelos

O que conferirOnde achar
Consumo em kWh/mêsEtiqueta ENCE
Classe de eficiência (e qual escala a etiqueta usa)Etiqueta ENCE
Volume em litrosEtiqueta e ficha técnica
Tipo de degeloEtiqueta
Tensão (110 V, 220 V ou bivolt)Etiqueta e ficha técnica
Medidas e folga de instalaçãoFicha técnica do fabricante
GarantiaTermo de garantia do fabricante

Perguntas frequentes

A letra da etiqueta basta para saber se a geladeira é econômica? Não, principalmente agora, com duas escalas convivendo no mercado. Compare o consumo em kWh/mês de modelos parecidos.

Geladeira mais cara sempre gasta menos? Não necessariamente. O preço mais alto pode refletir tamanho, acabamento ou recursos. Verifique o consumo na etiqueta de cada modelo.

Compensa pagar mais por uma geladeira eficiente? Depende da diferença de preço, da tarifa de energia e do tempo de uso. Calcule a diferença mensal em kWh vezes o valor do kWh da sua conta e compare com o custo extra.

Resumo

  • Compare o consumo em kWh/mês na etiqueta do Inmetro, entre modelos com tamanho, portas e degelo parecidos.
  • Há duas escalas de etiqueta nas lojas durante a transição (A+++ e A/B/C); não compare só pela letra.
  • Escolha a capacidade pelo número de moradores e pelo hábito de compras, sem exagerar no tamanho.
  • Confirme tensão, medidas e folga de instalação antes de comprar.
  • Instale longe de paredes coladas, fogão e sol, e evite abrir a porta sem necessidade.

Fontes consultadas

  1. Idec: Eficiência energética — como saber o quão eficiente é um eletrodoméstico
  2. Olhar Digital: Adeus, selo A+++ na geladeira — a etiqueta do Inmetro mudou
  3. Correio Braziliense: Inmetro ensina como reduzir consumo de energia da geladeira
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Produzido por

Redação InovaTech

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