Pix por aproximação não tem mais limite de R$ 500; veja o que muda
Desde 1º de outubro, o Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 e passa a seguir o limite da sua conta. Veja como conferir e ajustar o valor no app do banco.
Neste artigo
Desde quinta-feira (1º de outubro de 2026), o Pix por aproximação não tem mais o teto fixo de R$ 500 por transação. A mudança vem da Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho, e faz o pagamento por aproximação do celular seguir o mesmo limite que você já usa no Pix por chave ou por QR Code.
Na prática, quem tem um limite maior configurado no aplicativo do banco poderá usá-lo também ao encostar o celular na maquininha. Quem quiser mais cautela pode reduzir o valor.
O que mudou na regra
Até 30 de setembro, o Pix por aproximação tinha um teto próprio de R$ 500 por operação. Agora, o valor máximo depende do limite definido na sua conta, e cada instituição deve oferecer, no aplicativo, uma ferramenta para o cliente gerenciar esse valor.
| Antes (até 30/09) | Agora (desde 01/10) | |
|---|---|---|
| Teto por transação | R$ 500, fixo | Sem teto fixo |
| Quem define o valor | Regra do Banco Central | Limite da sua conta, ajustável por você |
| Onde ajustar | Não havia ajuste acima do teto | Ferramenta no app do banco |
Segundo as fontes consultadas, a norma também vale para outras formas de pagamento do Pix, como QR Code, chave e a jornada sem redirecionamento do Open Finance. As regras gerais de segurança do Pix continuam valendo, e cada banco define o caminho dentro do app.
O Banco Central justifica a mudança como forma de fazer o Pix por aproximação seguir a mesma experiência das demais opções do Pix. A explicação foi dada por Breno Lobo, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do banco, em declaração relatada pelo MobileTime.
Um recurso ainda pouco usado
O Pix por aproximação começou em fevereiro de 2025 e tem adesão baixa. Segundo a Agência Brasil, em agosto de 2026 foram cerca de 2 milhões de transações dessa modalidade, o equivalente a 0,06% dos 8,11 bilhões de operações do Pix no mês. Em janeiro de 2026, eram 1,06 milhão.
A expectativa de quem defende o fim do teto é que pagamentos maiores, como compras de supermercado ou de farmácia, passem a caber no recurso. O texto das fontes não traz, porém, uma previsão de aumento de uso.
O que muda para você
- Confira seu limite. Abra o app do banco, procure a área de limites do Pix e veja qual valor está configurado. É ele que vale agora para o Pix por aproximação.
- Reduza se preferir. Se você não quer que o celular pague valores altos por aproximação, diminua o limite. As fontes informam que o cliente pode pedir aumento ou redução.
- Proteja o aparelho. Mantenha bloqueio de tela e autenticação ativos. Com limites maiores, um celular desbloqueado nas mãos erradas pode custar mais caro.
- Confira o valor antes de autorizar. Verifique o valor e os dados da cobrança na tela antes de confirmar.
- Seu banco pode ter prazos próprios. A forma de ajustar varia por instituição; se não achar a opção, procure o atendimento do banco.
Para entender outras mudanças recentes, veja também as novas regras do Pix até 2027 e os golpes do Pix mais comuns e como se proteger.
Resumo
- Desde 1º de outubro de 2026, o Pix por aproximação não tem mais o teto de R$ 500.
- O valor passa a seguir o limite do Pix configurado na sua conta.
- A base é a Instrução Normativa BCB nº 746, de junho de 2026.
- O banco deve oferecer no app uma ferramenta para ajustar o limite.
- Em agosto, o recurso respondeu por 0,06% das transações do Pix.
Fontes consultadas